quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Geno(sui)cídio.


guerra da paz
não há quê de frio
submergiu
na bomba rapaz
explodiu - implodiu

pretexto sem texto
tudo explora
hora em hora viola
mantém o cabresto
outrora vigora

mundos vertigens
rapaz-bomba foi-se
dado coice
levou-se às virgens
tragado à foice

guerra da paz
não há quê de lindo
só ufanista-se hino
embrião capataz
morte com brilho

guerra sagaz
não há quê ilícito
explicita o explícito
usa-se todo gás
assassínio quesito.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

(Leia normalmente e depois de trás para frente)



Bastidores

veio do gueto
guria galante - passada elegante
em minueto
delgada demasia - corpo e pele fria
de fino trato
longa juba - sem ajuda
esvoaça limite
troca roupa - feito louca
mero cabide
sem rosto - só osso
apenas nasceu
no Sapato Alto - mini planalto
se concebeu
à notoriedade - esconde idade
vende (-) a cara
carro lustroso - galã luxuoso
mete a vara
fundo na dela - faz-se aquarela
racha-se ao meio
de tão fraca - arma barraca
afaga-se o seio
miss frescura- finge de dura
alarga blusa
sem calcinha - colorida
abusa e usa
afinal chupa - pequena lupa
japonesa
satifaz - gosta frente - costas
comida francesa
acaba doída - bem dividida
resolve questão
rapidamente - com rica gente
Só é solidão
vai à revista- à primeira vista
sairia na capa
daria de novo - lamberia ovo
o trabalho escapa