sexta-feira, 26 de junho de 2009

Lullaby

dadá fada
verde anis -
feliz-feliz,
[surrealista]
fada foda
meretriz -
feliz-feliz,
[malabarista]
pequena fada
triz por triz -
diz, me diz
[que sou artista?]

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Das evidências.

É evidente que evidências são pré-avaliações concretas de provas tangíveis. Não como o fim da tangibilidade real há de alcançar nossos olhos, posto que são eles os órgãos mais falhos de nosso corpo carnal. A ilusão do que volta-se fenomenologicamente perante nossas percepções animais, nossos sentidos em si, carecidos de apuração, julgam-se prepotentemente aptos a perceber o ambiente como um todo. Daí acharmos que o olhar, paladar, tato, olfato e audição são
suficientemente competentes para contemplar uma esfera macro ou até mesmo microcósmica.
Não fossem os instrumentos provenientes da inteligência arquitetônica dos cérebros prodigiosos da nossa casta humana, a criar artefatos incumbidos de ampliar nossos sentidos natos, seríamos animais no mínimo patéticos a carecer de habilidades instintivas próprias da criação da raça.
Tudo , e somente o que sobra das famigeradas tentativas de sermos animais evoluídos, é , além da propriedade nata de termos um cérebro dotado de capacidade pensante, o pensar em si.
Não fosse nossa massa encefálica tanto quanto maior (não digo melhor aproveitada, pois entre os homenídeos também andam criaturas dignas de quatro patas), seríamos nada mais que o mais patético dos seres terrestres a vagar pelo ermo. Sim, porque não existentes nossas mentes, nem prédios haveriam, muitos menos boulevares ou avenidas iluminadas com luzes de natal.
Haveríamos de ser criaturas carentes de todos os sentidos que nos outros animais são perenes e abundantes! Os cachorros nos colocariam coleiras, os touros nos enfiariam espadas e os ratos talvez nos poriam em labirintos, à caça de um dólar ao final do corredor.
Somos, portanto, mancos sem nossa ciência. O homem não pode voltar aos primórdios, justamente porque desaprendeu a ser natural.
Nossa conexão com o que nos é apresentado quanto matéria válida de valor agregado real (ou virtual) tornar-se-á exacerbada até o abundante tornar-se abundante demais. Quando este sublime mórbido, auto-destrutivo momento nos acometer (seja em cem ou mil anos) de que valerão nossos instintos, se deles próprios não conseguimos usufruir de maneira a prever a tragédia talvez evitável, se percebida? As evidências, são pois inválidas, se tudo que provam são fatalidades a serem aceitas por nossos sentidos, que de tão apurados pela ciência, apenas funcionam como profecias, vez em quando como precauções, quase sempre remediando o previsto. No entanto, se foi previsto, do que serviu as evidências, uma vez que aconteceu?
As moscas, com seus olhos multifacetados, de larga visão periférica, raramente são abatidas.
Enquanto isto, em uma ingratidão digna da mais exacerbada anti-naturalidade de auto-preservação, o único ser pensante deste globo, com toda sua genialidade sináptica, genealógica e evolutiva, joga-se de um prédio em algum lugar da Noruega.
É de se ponderar... o homem é, felizmente, criatura singular quanto ao suicídio. De que adianta então pensar, se esporadicamente alguns concluem que viver não vale a pena?
As vezes, desejaríamos descer do mérito de pensadores, de raça inteligente, só para não ter que pensar, ponderar, inferir. Trata-se tudo de evidências.
Desejaríamos, pois, de tempo em tempo, sermos moscas.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Memórias de um suicida

Flagrante errante
Ruminante olvida
Auto-se imola
Umbral fastiga
Auto-se penhora
Carta lembrete
Cabeça- foguete
Tiro no ouvido
Corte com estilete
Morte e estilo
Gravata filete
Da vida fugido
Pós-morte-omelete
Voluntário ungido
Da morte-tiete
Lança-se do deck
No túmulo suspira
Ou no além-flat
Respira ira
Allan Kardec

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Viva'morte.

Se morre, por que vive?
Se vive, por que morre?
Morre então, de vez
Vive então, por lei
Passar por viver
Viver sem perceber
Mata-se logo, pois
Vive logo a dois
A três, cinco, seis
Logo vive freguês
Da morte, festa faz
Criado, coitado, cortês
Vivo-morto
Mortos vivem vocês
Bebe-adora morbidez
Arrota caga mija dorme
Come levanta deita paga
Morre logo, faz favor
Vive o não, vive nada
Anda peida tropeça
És vivo-morto ou vice-versa
Rápido, saca essa rolha
Esvazia-se, sem demora,
Pode ouvir joãozinho de outrora
Sozinho- deitado- dopado
Chorando lá fora?

segunda-feira, 18 de maio de 2009

domingo, 17 de maio de 2009

Just do it?


É no mínimo curioso como marcas e slogans deixam-se subjetivamente subversivos para serem levadas pelo vento. O slogan 'just do it', um tanto quanto pragmático, é nulo de nexo mesmo estampado em um pano de alta qualidade. Aos olhos dos leitores, a terceira reação semiótica de um primeiro estágio seria "just do o quê?". Seria a marca propagando um neo-hedonismo, um pró-nihilismo mal-cabido ou até mesmo um carpe diem absurdamente distorcido tanto quanto pretensioso? Ou estaria ela própria convencida do argumento generalizador das nossas novas gerações? Aquele do "ninguém quer nada com nada"?
Voando o slogan por alguma avenida enfumaçada, enfiando-se por algum vão de porta ou mesmo se enroscando na roda spitfire de um pequeno esportista gringo, faz-se o complemento do slogan. No entanto, pondero a morbidez da sentença se contemplada por suicidas, alcoólatras, assassinos, estupradores ou ditadores.
Aos olhos de um depressivo suicida o slogan poderia traduzir-se por 'se mata logo vai...'. Se lida por um alcoólatra o significado se transmutaria para 'bebe..só mais uma dose de 51', [passo o pensamento do estuprador, pois seria por demais molestar nossa imaginação imagética] mas para Fidel, mera frase publicitária de um macrocosmo capitalista significaria "matemos todos que não nos apóiam" (ou talvez "me dá mais um charuto havana aí").
É claro que daí já seria demasiada mirabolação da minha parte. Mas, se o slogan têm como função resumir toda ideologia da marca a ser exaurida por repetição, então me questiono o porque do "just do it".
A grande senhora Nike, a mais poderosa de todas as fabricantes de tênis desse globo que não é completamente redondo, ficou desta vez em cima do muro. E só não ficou por inteira pois ainda existem aqueles que fazem filantropia, os que acolhem slogans que moram nas ruas para contextualizá-los em algum outro lugar que não uma camiseta de duzentos reais.

Rotulatura.


feio - bonito - malacabado
macabro - divino - santo
demônio - preto - viado
escuro - preto - branco
liso - crespo - sarará
castanho - loiro - manco
são paulo - bahia - pará
rock - samba - forró
alto - médio - pequeno
feijoada - cuzcuz - bobó
inglês - italiano - chileno
brahma - skol - original
nike - adidas - diesel
puxa saco - louco - paga pau
socialista - democrata - comunista
privado - liberalista - estatal
plástico - vidro - polietileno
céu - purgatório - inferno
bem - médio - mal
hetero - bi- homossexual
arte - lixo - poesia
culposo - doloso - fatal
quente - morna - fria
pantene - vitaderm - l'oreal
bife - sushi - enguia
animal - animal - animal.

sábado, 16 de maio de 2009

Depressônia

bainha de mielina
cadê serotonina
meto Lexapro
logo uma pílula
involuntária
insônia retardatária
enfio Rivotril
ih, sono sumiu
tomo água
H2O com Prozac
sem resposta
aposto Fludac
nada - desisto
relógio subiu
sol já se viu
café com água
bom dia Brasil.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

branco no branco
preto no preto
branco no preto
preto no branco
branco no banco.-
preta no bairro
branco no carro
preta na bike
branco na boa
preta no batente
branco na bala
preta na beliche
branco no bolo
preta na bosta
branco no boliche.-
preta na bolha
branco na bunda
preta no buraco
branco na cacheta
preta no truco
branco no preto
preta no pulo.-
branco no banco
preta no bairro
preta e branco
beijo e beija
branco na brahma
preta na belco
branco na preta
bem na bunda
bolina boceta.-
bem bom
bombom
preta no branco
branco na preta.-

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Geno(sui)cídio.


guerra da paz
não há quê de frio
submergiu
na bomba rapaz
explodiu - implodiu

pretexto sem texto
tudo explora
hora em hora viola
mantém o cabresto
outrora vigora

mundos vertigens
rapaz-bomba foi-se
dado coice
levou-se às virgens
tragado à foice

guerra da paz
não há quê de lindo
só ufanista-se hino
embrião capataz
morte com brilho

guerra sagaz
não há quê ilícito
explicita o explícito
usa-se todo gás
assassínio quesito.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

(Leia normalmente e depois de trás para frente)



Bastidores

veio do gueto
guria galante - passada elegante
em minueto
delgada demasia - corpo e pele fria
de fino trato
longa juba - sem ajuda
esvoaça limite
troca roupa - feito louca
mero cabide
sem rosto - só osso
apenas nasceu
no Sapato Alto - mini planalto
se concebeu
à notoriedade - esconde idade
vende (-) a cara
carro lustroso - galã luxuoso
mete a vara
fundo na dela - faz-se aquarela
racha-se ao meio
de tão fraca - arma barraca
afaga-se o seio
miss frescura- finge de dura
alarga blusa
sem calcinha - colorida
abusa e usa
afinal chupa - pequena lupa
japonesa
satifaz - gosta frente - costas
comida francesa
acaba doída - bem dividida
resolve questão
rapidamente - com rica gente
Só é solidão
vai à revista- à primeira vista
sairia na capa
daria de novo - lamberia ovo
o trabalho escapa

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ode ao Ódio


Odeio a pseudo porcaria patética que tem pretensão de ser poética.
Odeio idiota lendo Dostoievsky de dia, distraído, dando a entender o que diria.
Odeio a moda morfética metamórfica mal-cabida, mas conformada.
Odeio trem com gente torta se espremendo toda na escada.
Odeio livros verborrágicos que vendem vulnerabilidade.
Odeio aborrecente arrotando rum e ruminando raiva.
Odeio futilidade infantil de infanto-juvenil.
Odeio rebelde rudimentar razo e retardamente rústico.
Odeio intelectual intransigente intencionado a indagar tudo que é gente.
Odeio fundamentalista filho-da-puta, feio e fanático.
Odeio quem come carne com cara de cu e com a boca aberta.
Odeio aquele cara que mal sabe escrever crer que é poeta.
Odeio belga babaca bêbado que gosta do Brasil por sua a-bundâ-ncia.
Odeio vegetarianos evangélicos que tentam me converter vigorosamente.
Odeio mente mórbida-maliciosa de mau-carater mundano.
Odeio sujeito safado se achar sábio por saber só suspirar.
Odeio drogadinho de merda dotado de dólares ditar Dionísio.
Odeio músico que mal sabe formar o mi maior.
Odeio samba sem senso e só com suor.
Odeio tanto que gosto de odiar.
Odeio admitir que sem tu, tudo é tardar.
Odeio parar de postar, por enquanto, para partir.
Odeio legaldo latente, não leviano, que hei de levar.
Odeio tudo que é digno de se odiar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

O cu e o comunismo.


Cagar é humano.
Do cu, o que sai é poesia!
Sim...porque os que sabem obrar,
E obram com prazer,
Seja de noite ou de dia,
Esboçam
A arte automática
Da ingrata e argilosa maestria.
É no cagar que nos igualamos.
O mundo inteiro caga e recaga,
A rainha da Inglaterra,
A Xuxa e a Sasha,
A minha avó e a sua
Já cagaram até quebrar a descarga.
Até o Papa, que parece tão divino,
Um dia teve uma diarréia!
Por beber tanto vinho
Acabou no trono, como rei,
Expurgou o demônio que lhe entupia
Rezou dois terços,
E já com a mão limpa,
Voltou a ler a Bíblia.
Ao perceber o quanto aquilo fedia,
Sentiu nojo, enjôo e desprezo
Virou-se e foi embora,
Lavou as mãos com sabonete e água-benta fria.
O cu é o senhor igualitário.
Do rico ao pobre,
Do preto ao branco,
Do honesto ao salafrário.
Todos cagam...
Uma hora ou outra,
Tendo ou não marcado horário.
O cu é o orgão comunista!
Assim como é o ato de cagar.
Distribui-se em todo tipo de pessoa:
Em madames velhas,
Em senhoras gordas,
Em meninos jovens,
Em puta vulgar.
Igualemo-nos, pois,
Neste gesto sagrado.
Vejamos nisto uma ação social:
De igualar o executivo,
O burocrata e o bandido
Ao preto do milharal.
E nem adianta a bosta segurar...
Quando menos perceber,
No mais tardar,
Do burguês ao miserável,
Virá ela à porta de seu cu
Importunar.
Cagar é uma fatalidade.
Ninguém consegue desviar,
É como a velhice ou a idade,
É como estereótipo de sociedade,
Além, claro, de vir sem avisar.
Bom...chega de cagório.
Para você com hemorróidas,
Sou solidário,
Desejo sorte para tu.
Só não esqueça da almofada e da pomada
E de limpar o violado vosso cu.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Protesto.


Faço um protesto.
Por que não se fala em Joseph Goebbels quando se trata do assunto propaganda?
Sim, ele foi um nazista. Sim, ele foi um fanático e provavelmente sabia de tudo o que ocorria nos campos de extermínio. Em Dachau, Treblinka e Auchwitz. Talvez até soubesse que Hitler tivesse sífilis , quem sabe?!
Eu, aspirante a publicitário- cursando obviamente publicidade- em alguma faculdade não muito distinta por seus intelectos, digo e afirmo com toda certeza que não só Joseph Goebbels, como Adolf Hitler e "sua" brilhante cinematógrafa Leni Riefenstahl foram os pioneiros da propaganda totalitária. Não devia-se dar a eles o crédito por isto? Porque afinal, toda nossa propaganda de massa, vide Casas Bahia e principalmente os maiores cultos ritualísticos de lavagem cerebral propagados por shows de pulanças-mil transmitidas pela Rede Globo, derivam nada mais do que destes pioneiros nazi-fascistas dos quais falo agora.
A culpa desta hipocrisia toda é a de não saberem separar a personalidade individual do profissionalismo por si só.
Goebbels com certeza foi um dos maiores demagogos depois de Hitler, no entanto, temos de reconhecer sua competência quanto à propaganda dirigida à população. Ele sistematizou a padronização de constante exposição imagética e audiovisual que usamos hoje. Também foi ele que estabeleceu as bases da propagação de mitos de valores agregados, aos quais deviam-se 'obedecer'. Foi Goebbels quem conseguiu anexar a Áustria com o uso apenas de uma arma: a propaganda.
Leni Riefenstahl, com genialidade visionária anunciou um estilo de grandeza cinematográfica bem antes do "Cidadão Kane",de Orson Welles. E, apesar disto, este gênio feminino foi um mártir. Dizia-se dela que era 'a favorita do fuhrer' sem ao menos saberem que ela nem pertencia ao partido.
Claro...é muito mais agradável dizer que a 'elevação do líder', sugerida por um movimento de câmera peculiar, foi projetada por um prodígio estadounidense, convenientemente aliado, e não parte do 'eixo do mal' como assim foi nomeado a tríplice aliança Japão-Itália-Alemanha. Evidente que Orson Welles foi um gênio , mas não pertence a ele o crédito da inauguração do cinema grandioso, por assim dizer. Todavia, é bem menos bélico à ocasião citá-lo, ao invés de ser citada uma pessoa possivelmente ligada ao nazismo.
Diga-me, qual o problema de dar a Hitler o pequeno mérito de ter projetado o fusca, que anda muito bem diga-se de passagem, o carro mais popular de todos os tempos?! Dando a ele este emblema de Senhor dos Fuscas não estaríamos exaltando sua ideologia execrável , mas simplesmente o estaríamos reconhecendo por ser um bom planejador, assim como era bom pintor, orador e genocida (este último não é um elogio, definitivamente).
Em dois anos de curso na faculdade de publicidade nunca sequer ouvi falar de Joseph Goebbels. E assim, eu me pergunto: Por que? E eu mesmo respondo: Porque ele fez parte de um passado que quer ser esquecido. É inconveniente mencioná-lo. É um tabu dos mais hipócritas.
O mais conveniente é falar do grande Washington Olivetto, aquela múmia sem expressão, de ego gigante, sempre obcecado pela 'grande idéia'. Porque ele sim é aceito e conveniente aos ouvidos mais sensíveis.
O que não se vê nessa infinidade de hipocrisia é que o próprio grande senhor da W/Brazil, este velho arrogante, estudou e muito as táticas propagandísticas das ditaduras totalitárias, e, portanto, com certeza, Joseph Goebbels.
Não tiro o mérito profissional do velho sem sal, ele é extraordinário profissional. Apenas não simpatizo com sua personalidade soberba, mas sei separar seu profissionalismo excepcional de seu 'jeito de ser'. Temos de nos treinar para fazer isto, é de vital importância para o discernimento dos fatos.
Digo, portanto, que somos um tanto ingratos quanto à divisão das patentes precursoras da publicidade de nossos tempos.
Todos ficariam assustados ao saberem que a primeira citação dando à publicidade sua devida importância como meio de persuasão foi citada por Adolf Hitler, em seu Mein Kampf.
Claro...ninguém teria a audácia de admitir que um dos maiores crápulas de todos os tempos foi o criador da publicidade dirigida às massas. É muito mais fácil mencionar algum inglês, neoliberal , aceito no âmbito social, que com uma luz divina transformou papel em panfleto de loja de charutos.
Querendo ou não, foi um austríaco, de cabelo lambido repartido para a esquerda e com um bigode digno de chacotas que disse algo como "Devemos dar grande atenção aos anúncios e propagandas do Reich. Elas são de vital importância para a propagação da mensagem ideológica de nosso partido, assim como de nossos valores raciais e morais. Elas devem ser dirigidas às massas, e não aos intelectuais. Estes saberão filtrar nossas mensagens, eu não quero que elas sejam filtradas, mas sim absorvidas."
Mas que ironia...quem diria que Chiclete com Banana, Big Brother e Ivete Sangalo teriam a ver com Segunda Guerra Mundial, Rede Globo e líderes nazistas? Aposto que a grande maioria nem sabe que A Toda Poderosa Rede Globo usou de alguns dos artefatos nazi-propagadísticos para apoiar a ditadura de Vargas.
Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia.
Cá estou eu defendendo o mérito de alguns destes inventores, precursores ou criadores, porém eu mesmo não sei se os agradeço por terem inaugurado tal estilo de propaganda ou se apenas lastimo. Porque se foram eles os culpados-póstumos por toda essa banalização macaquética de "quero ver todo mundo pulando vai , vai , vai , com as mãozinhas para cima", com certeza não vejo esta invenção publicitária com bons olhos. Mas...por outro lado, sinto-me no dever de esclarecer a situação e pôr os troféus em suas devidas estantes.
Ao darmos os méritos às pessoas erradas nos enganamos e negamos a própria história evolutiva da criação publicitária e de suas constituintes.
Saber quais são as raízes de nossa publicidade contemporânea é nada mais do que nosso dever como futuros profissionais da área da comunicação social. Devemos nos manter informados do que é extremamente relevante para a nossa profissão.
Paremos de fingir que tudo se resume a uma só agência ou pessoa. Passemos a pensar mais como Darwin: como se a publicidade fosse uma espécie em evolução.
Devemos deixar de ser portadores desta automaticidade passiva quanto às origens da propaganda. Chega de teoria da espontaneidade. Chega de determinismo. Tudo tem uma origem. Mesmo que ela seja propositalmente e sistematicamente negada e omitida.
Se os professores doutores acham incoveniente dizer a verdade às suas aluninhas abastadas de colar de pérolas e bolsas Louis-Vuitton, que pelo menos o resto saiba que estão sendo enganados, ou melhor...negligenciados.
Saibamos diferenciar a derivação e a reprodução do fator da criação nata.
Comecemos a treinar nossas consciências a separar profissionalismo, de caráter moral ou ideológico, de gostos pessoais ou de adjetivos adjacentes que concernem à outra esfera que não a profissional.
Em outras palavras: genocidas podem ser geniais publicitários, assim como Católicos Apostólicos Romanos podem ser prodigiosos assassinos (vide Papa Pio XII).
Agora percebo que exprimo neste penúltimo parágrafo uma das maiores questões do filósofo alemão mais bigodudo da nossa história: a tão não absoluta transvaloração de valores.
É exatamente isto. É disto que estou falando.
Vejamos as coisas por outros ângulos. Não podemos nos contentar com pouco.
Todos sabemos que Hitler era um assassino e Goebbels um lunático anti-semita. Isto já é de senso comum.
Cabe a nós perguntar: e o que mais?!...

domingo, 4 de janeiro de 2009

sábado, 3 de janeiro de 2009

Carnaval: Preta desmoraliza gringo por ter falo pequeno.



Centrípeta, preta
Na passarela samba.
Samba, preta, nêga,
Sabe dançar mas não canta.
Preta, do cabeldo duro,
Gira, dança, lança no gringo
A ginga única que só ela tem.
Excita o gringo que a xaveca,
Xaveca a preta de pernas grossas
Contempla profusão das pretas moças.
Quer adentrar a nêga xavasca
Chega todo desajeitado, roçando o saco
Menos como gringo, mais como macaco.
A nêga estranha- abordagem estranha-
Não tem a ginga do brasileiro,
No entanto, tem cara-de-pau, é faceiro
Vai logo abrindo a braguilha,
A nêga estranha o tamanho...
Solta largas, longas risadas
O gringo, com ego machucado,
Do pinto pequeno- pequeno palhaço-
A enche de porradas, enfia-lhe uma faca
Bem no peito [ uma de suas importadas]
Se sexo não teve, teve ao menos o prazer (o gringo)
De matar apenas uma preta aí, como lazer,
Com uma, duas ou três facadas...



Sta. Ifigênia


Primeira barraca:

A: Fala grande , posso te ajudar?
B: -Eu queria saber quanto tá esse mp3 aí, o verde.
A: Tá 45 conto.
B: Quantos giga?
A: Esse aí é o de 1 giga, mas nóis também tem o de 2.
B: E quanto q tá o de dois?
A: Roberta!!! Robertaaaaa!!! quanto q tá o mp3 de 2 giga?
C: Tá 65 porra, já te falei.
A: Tá 65 conto, mas já vem com carregador e bateria.
B: Humn...vo da uma pensada e já volto.
A: Fica a vontade irmão, qualquer coisa nóis tamo aki, só fechamo as 6 e meia.
B: Ah blz...flw brigado.


Segunda barraca:

A: Oi , quanto tá esse mp3 aki, de 1 giga?
B: Qualenta cinco.
A: E vc faz por quarenta?
B: Qualenta nón....qualenta cinco.
A: E quantas cores vc tem no estoque?
B: Como?
A: Quantas cores tem pra vender?
B: Tem tlês coles...amalelo...vemelo e azú.
A: Ah ta....brigado.


Terceira barraca:

A: Moça, c tá atendendo aki?
B: Sim, pode falar.
A: Queria saber quanto tá esse mp3 aí, de 1 giga...
B: Tá quarenta e cinco mas eu faço por 40 pro senhor.
A: Mas já vem com recarregador e bateria?
B: Já...c quer testar?
A: Quero.
B: Ó, testa o carregador, o fone e a bateria.
A: Ah...tá tudo certo, acho que vou levar.
B: Tem prazo de 1 mês de troca pro mp3, mas pros acessório não.
A: Ah tah...blz.
B: Ó, toma, qualquer coisa volta aí.
A: Blz, brigado ein, tchau.