sábado, 24 de janeiro de 2009

Ode ao Ódio


Odeio a pseudo porcaria patética que tem pretensão de ser poética.
Odeio idiota lendo Dostoievsky de dia, distraído, dando a entender o que diria.
Odeio a moda morfética metamórfica mal-cabida, mas conformada.
Odeio trem com gente torta se espremendo toda na escada.
Odeio livros verborrágicos que vendem vulnerabilidade.
Odeio aborrecente arrotando rum e ruminando raiva.
Odeio futilidade infantil de infanto-juvenil.
Odeio rebelde rudimentar razo e retardamente rústico.
Odeio intelectual intransigente intencionado a indagar tudo que é gente.
Odeio fundamentalista filho-da-puta, feio e fanático.
Odeio quem come carne com cara de cu e com a boca aberta.
Odeio aquele cara que mal sabe escrever crer que é poeta.
Odeio belga babaca bêbado que gosta do Brasil por sua a-bundâ-ncia.
Odeio vegetarianos evangélicos que tentam me converter vigorosamente.
Odeio mente mórbida-maliciosa de mau-carater mundano.
Odeio sujeito safado se achar sábio por saber só suspirar.
Odeio drogadinho de merda dotado de dólares ditar Dionísio.
Odeio músico que mal sabe formar o mi maior.
Odeio samba sem senso e só com suor.
Odeio tanto que gosto de odiar.
Odeio admitir que sem tu, tudo é tardar.
Odeio parar de postar, por enquanto, para partir.
Odeio legaldo latente, não leviano, que hei de levar.
Odeio tudo que é digno de se odiar.

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