quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Geno(sui)cídio.


guerra da paz
não há quê de frio
submergiu
na bomba rapaz
explodiu - implodiu

pretexto sem texto
tudo explora
hora em hora viola
mantém o cabresto
outrora vigora

mundos vertigens
rapaz-bomba foi-se
dado coice
levou-se às virgens
tragado à foice

guerra da paz
não há quê de lindo
só ufanista-se hino
embrião capataz
morte com brilho

guerra sagaz
não há quê ilícito
explicita o explícito
usa-se todo gás
assassínio quesito.

2 comentários:

Daniel Serrano disse...

poletto, caro, cê tá cada vez mais na linha. se encontrando cada vez melhor na poesia. as rimas tão te fazendo bem.

Pedro B. M. Serrano disse...

muito bom!